quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Branco.



O tom da cor (pele)
A menina em flor (no azul)
Estática (parou)
De um branco (olor).

A retina minha
Desconhece
Essa cor.
Jaz aqui
O maior branco que minha pele (seca) há de tocar!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

um vinho por favor...


um-vinho-por-favor-
um-entorpecente-qualquer-
uma-noite-de-amor-que-seja-
algo-que-me-tire-dessa-tristeza-
tristeza-de-viver-uma-vida-cinza-
Cinza.

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Cai hoje a chuva: Em grandes gotas gordas chorosas e sedentas por equilíbrio.
Um equilíbrio honesto.
Daqueles de dar dó.

Yago.


Seu Zé fazendeiro
Um cavalo bonito daqueles tinha.
Caiu no poço profundo
O cavalo bonito daqueles
Seu Zé fazendeiro Yago sacrificar ia.
E joga terra no poço (fundo).
Terra
E mais terra
Yago balançando se ia
A terra esvaía
Pro chão
E mais terra.
Ao fim do dia
Yago jazia
Deitado na relva
Coração alado
Da terra subiu Yago pra nunca mais desistir de sua vida de cavalo.
(Para aquele que tem nome de meu irmão).

Potássio.
Potássio.
Potássio.
Todo dia de manhã e bola pra frente!

Que fala da vida.



Aquele que nunca morreu, nunca viveu.
########



Da vida eu tenho o canto
Nobre
Disfarçado
Gritado
Esperançado.
Como eu queria inventar palavras de viver!

Que fala da morte.


¨De morrido tem um monte por aí ¨(Manoel de Barros).
Tem vezes
Aquele segundo intruso no meio da distorção
Que eu morro
E morro mais de mil vezes.
#######
E eu vou morrendo perambulando à procura de um suspiro amigo...
#######
Sem causa nem quê vem a vontade de morrê.

Solidão.


Aquela que me resgata de mim mesma.

São Paulo te um quê de café com canela....Canela inteira e não em pó.

É como se tudo o que viesse de fora não tocasse tudo o que se passa aqui dentro.


Só mais um gole
Do seu golpe
Toque-me
Singela nasce a dor.

Parada uma vez
Talvez
De uma só vez
Sem cessar o movimento
Contribuição carnal do mais bruto dos tempos
Outrora fui uma pricesa que colecionava mandalas de papel.

Silêncio qualquer pensamento ou palavra diante de tamanha beleza.

Ô meu Deus eu não sabia que se podia conhecer o mundo inteiro!

Pro vento.


Seu vento sopra e não demora
Vento amado me leva agora
Ô meu ventinho querido!
Já era hora
Tinha de ir embora.

A mais bonita.


De uma tribo escondida
Esquecida
Orgulhosa dessa vida
Vaidosa
Com o olhar a comtemplar o mundo
À sua maneira de ser
A mais bonita de todas!

domingo, 8 de junho de 2008


LI-BER-TA-ÇÃO.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gestalt.


Tô afim de radicalizar:
A partir de hoje não tenho nome.
Não tenho vício.
Tenho eu e todo o resto.
Inatingível
Como eu me nunca imaginei.
Inverossímel.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sangue.


1-nos olhos se me xingam a mãe.
2-no tempo que se esvai.
3-boca.carne.saliva pronta.
4-Cor dos povos de uma terra perdida. que não volta mais.

Mãe Dô. (DIA DAS MÃES).


Mãe Dô chegô
Sorrindo em flô
Esparramando amô
Seja pra quem fô.

Mãe Dô veio de longe
Veio lá de Aruanda
Veio do Norte e todo o canto
Com ternura
E a tarefa prometida
De falá do amô e da alegria.

Veio trabalhá Mãe Dô.
Foi lá
Foi aqui
Foi dizê ao povo todo
que esse negócio de purtuguês correto
Esses nome dificíl
Importa não fio.

Importa mesmo é o amô
Que Mãe Dô cantô
Na beira do rio
Em noite de lua cheia.

Que fala do amor.


De uma maneira descabida.
Como toda eu.
Descabida.
E dessa gratidão que me tira (indizível) força (descabida) que te faz o melhor.
O melhor marido do meu descabido mundo.

Pensamentos do dia.


Tem dias que eu amo mais as pessoas, tem dias que eu amo menos;
Um cachorro é belo por si só;
Carro baixo é mais fácil de fazer a curva;
Por quê não se acha a leveza em canto algum?;
Bolinhas brancas combinam mais com vermelho do que com azul;
Às vezes eu queria aprander tudo de novo.

A menina da flor.


Tio Guiba tem cheiro de verde e fumacinha de papai-do-céu.

sábado, 19 de abril de 2008

Marido novo.

Trocar de marido....
Sempre bom.

Senhoras e senhores I.






















Com voces, o inverno da Tailandia...

Senhoras e senhoresII.


































Com voces, o por-d0-sol da Tailandia...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Despedida.


Me despeço dessa terra com a felicidade de ter vivido outros povos;
E o alívio:
1-De dever cumprido.
2- De ser BRASILEIRA.

O cachorro sempre pisa diferente.
Carro rosa chock se aplica?
Nao se aplica ne gente...
Variedade de olhos puxados.
Pimenta pro calor que faz.
Tanta gente desentendida em busca do mesmo amor.
Me faz entender?
Eu nao tenho estomago pra todos esses olhares de descaso e lentidao.

Tailandia as 5 da madruga:
De um lado o monge descalco levando arroz na tigela singela.
Do outro, a outa drag gritando em thai pro turista galego algo do tipo: volta aqui se safado!

Fora as cinco pessoas que eu nao conheco,mas que conhecem as que eu conheco, eu conheco todo o mundo.