terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma outra personalidade de infância.


Eu sempre quis ser um alfinete.
Alfinete e não agulha.
Daqueles bojudos na ponta.
Verde.
Porque sempre dizia mamãe:
"Mais difícil do que achar agulha no palheiro"
Mas eu quis ser achada.
Pensava comigo: que tipo de pessoa-agulha se perde no palheiro e fica sozinha, vagando entre linhas e dedais- procurando ser encontrada. Escohida.
Com o afinete é diferente. Cada um tem sua cor.
Por isso eu sempre quis ser alfinete.
Daqueles que vovó usava pra fazer a bainha de um novo vestido.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lista pro começo.


Acordei de sobressalto.
É a imagem de seus olhos.
Tento decifrar.
Na quietude da madrugada eu te desejei:
1.Preparar comidinhas em tua nova cozinha.
2.Dançar sozinha (copo de vinho na mão) no meio da sala-Descompassadamente.
3. Acender incensos para perfumar (xô urucubaca!)
4. Transar em todos os cômodos (open house)
5. Mais música (desejo que tenha uma vitrola e um LP da Nina ao vivo)
7. Ter apelidos ( cantinho; cafofo;palácio)
6. Receber as pessoas mais queridas (e verdadeiras pra não confundir a energia do cantinho)
8. Num dia de trabalho árduo, ao abrir a porta, sentir o cheiro e a sensação de um lar. O seu.
9. Trazer presentes toda vez que voltar de um novo lugar. Pra enfeitar.
10. Curtir a solidão no término de um livro.
Foi quando adormeci outra vez ao lado de meu par, no meu lar....
desejando-te que....











Uma lareira
Uma chuva
Um vinho
Um papo
Um amasso
Ele.
Meu artista numa aconchegante noite de inverno.

Para papai.


À noite o vinho.
Lá fora o branco.
Um cheiro seco de um tempo outro.
As árvores dançam agora
Lá fora suave
Melodia morna
O frio que faz.
Lembro-me de menina nas pontas dos pés
A bailar com o meu papai (cheiro verde de pinho italiano)
Ele dizia:
"Neve só é bom no primeiro dia, depois bate aquela tristeza."
Da alma.
Ah papai como é bonita a neve!

Estive sonhando
Um quadro ou algo
Um sentido a mais
Tinha cor
Mas era sonho.
Ao abrir a janela a surpresa.
Quando eu morrer menina, quero ficar aqui.
E como num passe de mágica
Me transformar inteira nessas cores!

Menina.


A menina flor
Não consigo alcançar
Saiu correndo
Caiu de bunda na neve (branca que só ela)
A primeira neve da menina inquieta.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Branco.



O tom da cor (pele)
A menina em flor (no azul)
Estática (parou)
De um branco (olor).

A retina minha
Desconhece
Essa cor.
Jaz aqui
O maior branco que minha pele (seca) há de tocar!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

um vinho por favor...


um-vinho-por-favor-
um-entorpecente-qualquer-
uma-noite-de-amor-que-seja-
algo-que-me-tire-dessa-tristeza-
tristeza-de-viver-uma-vida-cinza-
Cinza.

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Cai hoje a chuva: Em grandes gotas gordas chorosas e sedentas por equilíbrio.
Um equilíbrio honesto.
Daqueles de dar dó.

Yago.


Seu Zé fazendeiro
Um cavalo bonito daqueles tinha.
Caiu no poço profundo
O cavalo bonito daqueles
Seu Zé fazendeiro Yago sacrificar ia.
E joga terra no poço (fundo).
Terra
E mais terra
Yago balançando se ia
A terra esvaía
Pro chão
E mais terra.
Ao fim do dia
Yago jazia
Deitado na relva
Coração alado
Da terra subiu Yago pra nunca mais desistir de sua vida de cavalo.
(Para aquele que tem nome de meu irmão).

Potássio.
Potássio.
Potássio.
Todo dia de manhã e bola pra frente!

Que fala da vida.



Aquele que nunca morreu, nunca viveu.
########



Da vida eu tenho o canto
Nobre
Disfarçado
Gritado
Esperançado.
Como eu queria inventar palavras de viver!

Que fala da morte.


¨De morrido tem um monte por aí ¨(Manoel de Barros).
Tem vezes
Aquele segundo intruso no meio da distorção
Que eu morro
E morro mais de mil vezes.
#######
E eu vou morrendo perambulando à procura de um suspiro amigo...
#######
Sem causa nem quê vem a vontade de morrê.

Solidão.


Aquela que me resgata de mim mesma.

São Paulo te um quê de café com canela....Canela inteira e não em pó.

É como se tudo o que viesse de fora não tocasse tudo o que se passa aqui dentro.


Só mais um gole
Do seu golpe
Toque-me
Singela nasce a dor.

Parada uma vez
Talvez
De uma só vez
Sem cessar o movimento
Contribuição carnal do mais bruto dos tempos
Outrora fui uma pricesa que colecionava mandalas de papel.

Silêncio qualquer pensamento ou palavra diante de tamanha beleza.

Ô meu Deus eu não sabia que se podia conhecer o mundo inteiro!

Pro vento.


Seu vento sopra e não demora
Vento amado me leva agora
Ô meu ventinho querido!
Já era hora
Tinha de ir embora.

A mais bonita.


De uma tribo escondida
Esquecida
Orgulhosa dessa vida
Vaidosa
Com o olhar a comtemplar o mundo
À sua maneira de ser
A mais bonita de todas!

domingo, 8 de junho de 2008


LI-BER-TA-ÇÃO.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Gestalt.


Tô afim de radicalizar:
A partir de hoje não tenho nome.
Não tenho vício.
Tenho eu e todo o resto.
Inatingível
Como eu me nunca imaginei.
Inverossímel.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Sangue.


1-nos olhos se me xingam a mãe.
2-no tempo que se esvai.
3-boca.carne.saliva pronta.
4-Cor dos povos de uma terra perdida. que não volta mais.

Mãe Dô. (DIA DAS MÃES).


Mãe Dô chegô
Sorrindo em flô
Esparramando amô
Seja pra quem fô.

Mãe Dô veio de longe
Veio lá de Aruanda
Veio do Norte e todo o canto
Com ternura
E a tarefa prometida
De falá do amô e da alegria.

Veio trabalhá Mãe Dô.
Foi lá
Foi aqui
Foi dizê ao povo todo
que esse negócio de purtuguês correto
Esses nome dificíl
Importa não fio.

Importa mesmo é o amô
Que Mãe Dô cantô
Na beira do rio
Em noite de lua cheia.

Que fala do amor.


De uma maneira descabida.
Como toda eu.
Descabida.
E dessa gratidão que me tira (indizível) força (descabida) que te faz o melhor.
O melhor marido do meu descabido mundo.

Pensamentos do dia.


Tem dias que eu amo mais as pessoas, tem dias que eu amo menos;
Um cachorro é belo por si só;
Carro baixo é mais fácil de fazer a curva;
Por quê não se acha a leveza em canto algum?;
Bolinhas brancas combinam mais com vermelho do que com azul;
Às vezes eu queria aprander tudo de novo.

A menina da flor.


Tio Guiba tem cheiro de verde e fumacinha de papai-do-céu.

sábado, 19 de abril de 2008

Marido novo.

Trocar de marido....
Sempre bom.