sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cartilha do amor silencioso.




Nesse amor silencio o universo em mim, materializo novos nomes e reinvento toda a história no espaço.
Esse amor tão quieto, tão grande, dia após dia conectada com uma alma que me trouxe todas as possibilidades de hoje...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Observando a casinha.


Quarenta continhas.
Dezesseis madeirinhas.
Cinco galinhas.
Vinte e cinco fitinhas.
E cinco palhinas.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O (re)começo.


Iniciante
Iniciado
Iniciador
Inicia
A dor.
Inverdades transformadas
Caridade omissa
Omito a dor.
Mito.
O momento esperado.
Hoje meus sutis irmãos
Inicia a dor
Para então amados,
Chegar ao amor.
Salve a grande estrela do Oriente.
Salve Melquizedec!

NAMASTÊ.

Ambiente transformado.
Alma devidamente lavada.
Mãos à obra!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Memória celular.


O que é memória celular?
É a memória de tudo o que já ocorreu no universo e está codificado nas células do seu corpo.
Vocês já sabem a respeito da NOVA COSMOLOGIA PARA A ERA DA LUZ e tudo o que têm que fazer agora é ouvir novamente o relato da história.

Hoje era um dia daqueles pra acontecer milagre.
Num canto de banheiro qualquer, os olhos em lágrimas, as palavras pronunciadas...

Transmutação e abertura de novos portais.


Me parecia que, ao encontrar a resposta, o movimento integral negativo cessava. Não. Estamos condicionados aos movimentos mortiços da realidade 3D.
Ouçam-me!
O mundo da nova terra há de chegar. Descondicionem-se!
E aprendam a decodificar o histórico cravado em nossa memória celular. desde o início dos tempos.
Rumo a terras sagradas, outra vez, em busca desse algo indizível que se chama LIBERDADE.

terça-feira, 30 de setembro de 2008


ONIPRESENÇA.
A mediocridade me espreita.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vou
Me indo
Você lá estará
Chorando
Sentado no sofá (sorrindo)
E como quem diz adeus
Eu confesso:
"Meu bem, já não te quero por perto".

O alívio de te deixar faz de mim uma mulher livre.
Vou
Me indo
Estarei
Sorrindo
Sentada no sofá (chorando).
No dia em que você falará:
"Benzinho, tô me indo, pra nunca mais voltar."









O medo de te perder faz de mim uma mulher triste.



Eu não consigo arrancar a minha garganta de forma que meu choro convulsivo numa tentativa besta de cessar, deságua num lodo estranho.
Transeunte.
Minha imaginação fértil. Estéril.
De todas as maldades - a mentira.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma outra personalidade de infância.


Eu sempre quis ser um alfinete.
Alfinete e não agulha.
Daqueles bojudos na ponta.
Verde.
Porque sempre dizia mamãe:
"Mais difícil do que achar agulha no palheiro"
Mas eu quis ser achada.
Pensava comigo: que tipo de pessoa-agulha se perde no palheiro e fica sozinha, vagando entre linhas e dedais- procurando ser encontrada. Escohida.
Com o afinete é diferente. Cada um tem sua cor.
Por isso eu sempre quis ser alfinete.
Daqueles que vovó usava pra fazer a bainha de um novo vestido.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lista pro começo.


Acordei de sobressalto.
É a imagem de seus olhos.
Tento decifrar.
Na quietude da madrugada eu te desejei:
1.Preparar comidinhas em tua nova cozinha.
2.Dançar sozinha (copo de vinho na mão) no meio da sala-Descompassadamente.
3. Acender incensos para perfumar (xô urucubaca!)
4. Transar em todos os cômodos (open house)
5. Mais música (desejo que tenha uma vitrola e um LP da Nina ao vivo)
7. Ter apelidos ( cantinho; cafofo;palácio)
6. Receber as pessoas mais queridas (e verdadeiras pra não confundir a energia do cantinho)
8. Num dia de trabalho árduo, ao abrir a porta, sentir o cheiro e a sensação de um lar. O seu.
9. Trazer presentes toda vez que voltar de um novo lugar. Pra enfeitar.
10. Curtir a solidão no término de um livro.
Foi quando adormeci outra vez ao lado de meu par, no meu lar....
desejando-te que....











Uma lareira
Uma chuva
Um vinho
Um papo
Um amasso
Ele.
Meu artista numa aconchegante noite de inverno.

Para papai.


À noite o vinho.
Lá fora o branco.
Um cheiro seco de um tempo outro.
As árvores dançam agora
Lá fora suave
Melodia morna
O frio que faz.
Lembro-me de menina nas pontas dos pés
A bailar com o meu papai (cheiro verde de pinho italiano)
Ele dizia:
"Neve só é bom no primeiro dia, depois bate aquela tristeza."
Da alma.
Ah papai como é bonita a neve!

Estive sonhando
Um quadro ou algo
Um sentido a mais
Tinha cor
Mas era sonho.
Ao abrir a janela a surpresa.
Quando eu morrer menina, quero ficar aqui.
E como num passe de mágica
Me transformar inteira nessas cores!

Menina.


A menina flor
Não consigo alcançar
Saiu correndo
Caiu de bunda na neve (branca que só ela)
A primeira neve da menina inquieta.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Branco.



O tom da cor (pele)
A menina em flor (no azul)
Estática (parou)
De um branco (olor).

A retina minha
Desconhece
Essa cor.
Jaz aqui
O maior branco que minha pele (seca) há de tocar!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

um vinho por favor...


um-vinho-por-favor-
um-entorpecente-qualquer-
uma-noite-de-amor-que-seja-
algo-que-me-tire-dessa-tristeza-
tristeza-de-viver-uma-vida-cinza-
Cinza.

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Cai hoje a chuva: Em grandes gotas gordas chorosas e sedentas por equilíbrio.
Um equilíbrio honesto.
Daqueles de dar dó.

Yago.


Seu Zé fazendeiro
Um cavalo bonito daqueles tinha.
Caiu no poço profundo
O cavalo bonito daqueles
Seu Zé fazendeiro Yago sacrificar ia.
E joga terra no poço (fundo).
Terra
E mais terra
Yago balançando se ia
A terra esvaía
Pro chão
E mais terra.
Ao fim do dia
Yago jazia
Deitado na relva
Coração alado
Da terra subiu Yago pra nunca mais desistir de sua vida de cavalo.
(Para aquele que tem nome de meu irmão).

Potássio.
Potássio.
Potássio.
Todo dia de manhã e bola pra frente!

Que fala da vida.



Aquele que nunca morreu, nunca viveu.
########



Da vida eu tenho o canto
Nobre
Disfarçado
Gritado
Esperançado.
Como eu queria inventar palavras de viver!

Que fala da morte.


¨De morrido tem um monte por aí ¨(Manoel de Barros).
Tem vezes
Aquele segundo intruso no meio da distorção
Que eu morro
E morro mais de mil vezes.
#######
E eu vou morrendo perambulando à procura de um suspiro amigo...
#######
Sem causa nem quê vem a vontade de morrê.

Solidão.


Aquela que me resgata de mim mesma.

São Paulo te um quê de café com canela....Canela inteira e não em pó.

É como se tudo o que viesse de fora não tocasse tudo o que se passa aqui dentro.


Só mais um gole
Do seu golpe
Toque-me
Singela nasce a dor.

Parada uma vez
Talvez
De uma só vez
Sem cessar o movimento
Contribuição carnal do mais bruto dos tempos
Outrora fui uma pricesa que colecionava mandalas de papel.

Silêncio qualquer pensamento ou palavra diante de tamanha beleza.