quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia 23 de Abril é dia de Jorge.

Foi um estrondo
Abri meus olhos
Alguém a me chamar
Levanta menina!
Recobra o sentidos
E vai lá comemorar!
Meus olhos refletiam
O vermelho brilhante dos fogos
Em cada favela da cidade.
Na madrugada do dia 23 de Abril
A festa de Ogum
O Santo Jorge
O Santo guerreiro
Que tanta força traz
Lutou por sua fé
No mestre maior.
Pensei em Jorge Eduardo
Meu padrinho guerreiro
Meu amigo amado.
Bati três vezes em meu peito
E disse:
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!

Em silêncio desejei que ele estivesse em paz...


sexta-feira, 27 de março de 2009


Melancolia é andar fora do prumo.

Ressonância mórfica.
Encontre a sua.

Essa meninice toda.
Não como quem finge!
Mas meninice que se propaga no silêncio entre a janela e o olho.
Aquela que surge no canto de um telhado manso.
(Daqueles que tem lua).
Pra dias de fragilidade.

Alimentação viva.




Os germinados crescem mais.
Viram brotos.
Depois a gente come.



Os verdinhos estão crescendo como o quê!
Me sinto serena, numa grande floresta.

Os dias não me cheiram iguais.
Como cores.
De todos os tipos eu tive.
Até aqueles que cheiram magenta.

Outro dia me disseram:
Vai pro sarcófago sua múmia!
Cleópatra me veio à mente então.
Me fui em silêncio.
Altiva.
Uma Cleópatra.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mae.Pai.
Este recado e pra voces.
Amanha, dia 13 de Janeiro havera a minha iniciacao.
Penso em vcs a todo momento.
Nos estamos bem.
Eu vos amo, e vos agradeco por terem me escolhido e acolhido.
Em seu ventre.
Karla.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Despedida.


Quanto mais eu me aproximo da Índia mais eu me aproximo de mim.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Alma no caminho.


Aqui começa a história de uma aprendiz do nada.
Uma aspirante a discípula do nada.
Uma alma no caminho da morte do ego. Que é nada.
Eu acredito em nada.
Porque não acredito em um tudo que não existe.
O que existe vem de todo o universo cósmico seja ele qual for.
Física quântica e seus algarismos matemáticos (se é que quantum precisa de números e poesia para ser decifrado). Quem disse poesia?
A apometria do bem.
NAMASTÊ.
Alma no caminho.

Vida e morte de uma aprendiz.


Numa chuva que faz que cai como essa cujo barulho, som, movimento qualquer que seja. Diáfano.
No andar último como quem se despede de si e nasce de novo. Indizível.
Sozinha, ninguém viu o grande automóvel jorrar sarcástico, vingativo a poça de restos fecais de uma cidade abjeta e confusa, toda inteira (líquido pútrido) em mim. Quem não tem restos fecais pútridos que jogue a primeira merda. Ninguém me viu molhada, escurrassada por um homem cansado demais das minhas ladainhas mortais de excesso de amar.
Nenhuma alma viva nessa cidade transbordando de gente muda e vesga me viu chorar pela mesma liberdade de sempre. Outra.
Ninguém enxergou a minha morte.
Olho algum presenciou no choro de Oxum o meu renascimento frio e sincero, o grito e o prazer de ser jogada de lado. Uma mulher jogada de lado.
Hoje, no choro do céu, meu coração sangrou.
Lá se vai mais uma decepção a dobrar a esquina altiva de si.
O amor verdadeiro paira no ar e teima não pousar por aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cartilha do amor silencioso.




Nesse amor silencio o universo em mim, materializo novos nomes e reinvento toda a história no espaço.
Esse amor tão quieto, tão grande, dia após dia conectada com uma alma que me trouxe todas as possibilidades de hoje...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Observando a casinha.


Quarenta continhas.
Dezesseis madeirinhas.
Cinco galinhas.
Vinte e cinco fitinhas.
E cinco palhinas.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O (re)começo.


Iniciante
Iniciado
Iniciador
Inicia
A dor.
Inverdades transformadas
Caridade omissa
Omito a dor.
Mito.
O momento esperado.
Hoje meus sutis irmãos
Inicia a dor
Para então amados,
Chegar ao amor.
Salve a grande estrela do Oriente.
Salve Melquizedec!

NAMASTÊ.

Ambiente transformado.
Alma devidamente lavada.
Mãos à obra!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Memória celular.


O que é memória celular?
É a memória de tudo o que já ocorreu no universo e está codificado nas células do seu corpo.
Vocês já sabem a respeito da NOVA COSMOLOGIA PARA A ERA DA LUZ e tudo o que têm que fazer agora é ouvir novamente o relato da história.

Hoje era um dia daqueles pra acontecer milagre.
Num canto de banheiro qualquer, os olhos em lágrimas, as palavras pronunciadas...

Transmutação e abertura de novos portais.


Me parecia que, ao encontrar a resposta, o movimento integral negativo cessava. Não. Estamos condicionados aos movimentos mortiços da realidade 3D.
Ouçam-me!
O mundo da nova terra há de chegar. Descondicionem-se!
E aprendam a decodificar o histórico cravado em nossa memória celular. desde o início dos tempos.
Rumo a terras sagradas, outra vez, em busca desse algo indizível que se chama LIBERDADE.

terça-feira, 30 de setembro de 2008


ONIPRESENÇA.
A mediocridade me espreita.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vou
Me indo
Você lá estará
Chorando
Sentado no sofá (sorrindo)
E como quem diz adeus
Eu confesso:
"Meu bem, já não te quero por perto".

O alívio de te deixar faz de mim uma mulher livre.
Vou
Me indo
Estarei
Sorrindo
Sentada no sofá (chorando).
No dia em que você falará:
"Benzinho, tô me indo, pra nunca mais voltar."









O medo de te perder faz de mim uma mulher triste.



Eu não consigo arrancar a minha garganta de forma que meu choro convulsivo numa tentativa besta de cessar, deságua num lodo estranho.
Transeunte.
Minha imaginação fértil. Estéril.
De todas as maldades - a mentira.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma outra personalidade de infância.


Eu sempre quis ser um alfinete.
Alfinete e não agulha.
Daqueles bojudos na ponta.
Verde.
Porque sempre dizia mamãe:
"Mais difícil do que achar agulha no palheiro"
Mas eu quis ser achada.
Pensava comigo: que tipo de pessoa-agulha se perde no palheiro e fica sozinha, vagando entre linhas e dedais- procurando ser encontrada. Escohida.
Com o afinete é diferente. Cada um tem sua cor.
Por isso eu sempre quis ser alfinete.
Daqueles que vovó usava pra fazer a bainha de um novo vestido.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Lista pro começo.


Acordei de sobressalto.
É a imagem de seus olhos.
Tento decifrar.
Na quietude da madrugada eu te desejei:
1.Preparar comidinhas em tua nova cozinha.
2.Dançar sozinha (copo de vinho na mão) no meio da sala-Descompassadamente.
3. Acender incensos para perfumar (xô urucubaca!)
4. Transar em todos os cômodos (open house)
5. Mais música (desejo que tenha uma vitrola e um LP da Nina ao vivo)
7. Ter apelidos ( cantinho; cafofo;palácio)
6. Receber as pessoas mais queridas (e verdadeiras pra não confundir a energia do cantinho)
8. Num dia de trabalho árduo, ao abrir a porta, sentir o cheiro e a sensação de um lar. O seu.
9. Trazer presentes toda vez que voltar de um novo lugar. Pra enfeitar.
10. Curtir a solidão no término de um livro.
Foi quando adormeci outra vez ao lado de meu par, no meu lar....
desejando-te que....











Uma lareira
Uma chuva
Um vinho
Um papo
Um amasso
Ele.
Meu artista numa aconchegante noite de inverno.

Para papai.


À noite o vinho.
Lá fora o branco.
Um cheiro seco de um tempo outro.
As árvores dançam agora
Lá fora suave
Melodia morna
O frio que faz.
Lembro-me de menina nas pontas dos pés
A bailar com o meu papai (cheiro verde de pinho italiano)
Ele dizia:
"Neve só é bom no primeiro dia, depois bate aquela tristeza."
Da alma.
Ah papai como é bonita a neve!

Estive sonhando
Um quadro ou algo
Um sentido a mais
Tinha cor
Mas era sonho.
Ao abrir a janela a surpresa.
Quando eu morrer menina, quero ficar aqui.
E como num passe de mágica
Me transformar inteira nessas cores!

Menina.


A menina flor
Não consigo alcançar
Saiu correndo
Caiu de bunda na neve (branca que só ela)
A primeira neve da menina inquieta.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O Branco.



O tom da cor (pele)
A menina em flor (no azul)
Estática (parou)
De um branco (olor).

A retina minha
Desconhece
Essa cor.
Jaz aqui
O maior branco que minha pele (seca) há de tocar!