segunda-feira, 29 de junho de 2009


Xeque
Mate
Xeque
Mate
Xeque
Uma vida assim.

Na ponta dos pés
Se esticou
O vestidinho aos prantos
A tocar o desconhecido.


Que coisa essa menina! Mania de grandeza ela!

Uma mulher deitada.
Os lençois desarrumados.
Úmidos.
E uma briza nostalgica, suave pelo quarto.

Eu desejo aqueles docinhos indianos coloridos.
Que basta uma mordidinha pra ficar doidão.
Vai direto pro sangue.

Atrás uma porta. Simples.
Eu sentada na calçada. A esperar.


Eu desejo ser abandonada.
Eu desejo ser um mártir.
Eu desejo não ter a alma entorpecida.
Eu desejo não entorpecer a minha alma.

Mais adiante, logo ali, quase lá você encontra a verdade.
Verbo maluco
Insalubre
Trava língua e mentiroso.
Praticar, praticar, praticar.
Tem um quê de outra ótica.
Eu desejo ter sempre outra ótica. Inventar.
Eu não desejo inventar. Outra ótica.Sim.
Eu desejo desejar sim o desejo de inventar outra ótica.
Outra ótica de inventar sim o não desejo.
Não inventar outra ótica de desejar.

Você foi uma vilã.
Eu desejei ser a vilã. Eu desejei desejar ser a vilã.
Eu não fui vilã.
Eu desejei desejar o imprescindível.
Eu fui a vilã.

Eu desejo não ser inatingível.
Eu desejo desejar não ser inatingível.
Eu desejo não desejar ser inatingível.
E não ser inatingível.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ras Tafari.



" Os ventos que às vezes tiram algo que amamos são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que realmente é nosso, nunca se vai pra sempre.". (BOB MARLEY)

Ras Tafari é um filosofia muito séria. E devia ser universal e inerente. Como a arte.

Hailé Selasié- imperador da Etiópia-o Leão da tribo de Judá. Da linhagem da Rainha de Sabá...

O primeiro carnaval de Gabriela.


Ela tinha no olho um querer de borboleta solitária.
Pousou no cílio um pensamento.
Rondava o salão vazio.
Franzia o nariz como um ramster assustado!
Abaixe o barulho! - Os dedos aos tímpanos.
Circundava os pequenos, a folia crescia, com a serpentina desembestada.
As bolinhas brancas tinham um quê de via láctea.
Sussurrava em voz de confete.
A ratinha surda.
E te contava um segredo.
No fim, o choro, aos berros: EU GOSTO DA CASA CHEIA, POR FA-FA-VOOORR!...
A menina voltou.
Cestrosa.
Bendita.
Criada.
Lavada.

terça-feira, 19 de maio de 2009

ESTATUTO DO MEU CORAÇÃO.

1- Viva um dia de cada vez.
2- Jamais tenha qualquer tipo de preconceito.
3- Ninguém é totalmente mal ou bom. Por isso observe sempre, e dê uma nova chance.
4- Procure ouvir a musica que toca o seu coração e dance. De olhos fechados.
5- Sorria mais. Para você.
6- Seja sincero. Dói demais representar esses outros papéis que julgamos ser o certo.
7- Aceite e ouça todas as opiniões sem comparar ou discordar. Eu já sei que você e eu somos diferentes. Calma. Vai chegar a vez de eu aprender com você.
8- Não tenha medo de experimentar nada. Quem vai dizer o que é certo ou errado é o seu coração, e não a sua mente.
9- Sinta o vento. Ele é a maior expressão de liberdade que existe.
10- Diminua os "nãos" e aumente os sims" dentro de você. E não confunda com não saber dizer "não" aos outros.
11- Esqueça-se do orgulho. Volte atrás quantas vezes o seu coração achar necessário.
12- Você não precisa ser forte e resistente. Precisa amar e ser justo.
13- Relaxe todo o seu corpo e respire muito melhor. Só assim a luz adentrará.
14- Faça silêncio interno muitas vezes por dia.
15- Pare de desejar tanto e começe a agradecer mais.
16- AME. A todos. Viva para amar.
Com o coração alado, coragem em punho e amor...sempre.
NAMASTÊ.







quinta-feira, 14 de maio de 2009

2113 (taquara)



Sete meia um (Fiz sinal)
Dois meia oito (Lapa)
Dois meia nove ( Jay Pranayama)
Ou bicicleta pela linha amarela.
Foi no que deu
Na despedida da nossa branquinha.

Na garupa.

Vento no rosto
Cheiro de uma vida nova
No ar
Pela cidade
O vento
No ar
O gosto da liberdade
No ar-far do meu coração.






Minha vida mudou.
Eu mudei.
Tanto...
Ou me reconheci. Apenas.

Canção de um beija-flor.


Um pássaro livre.
No doce olhar o brilho de uma águia
Elementares todos os seus nomes
Saliva suave que exala amor
Inspiração divina
Você é a paz de uma abraço que aconchega
A clareza de um rio
É um rio que flui
E fluindo nunca deixa de dançar.
Você é a alegria de um sorriso manso
É o ar de um pulmão recém chegado.
É pássaro livre. Que voa.
Beija-flor
Mestre
Amado
Iluminado.
PREM BABA KI! JAY HO!

.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia 23 de Abril é dia de Jorge.

Foi um estrondo
Abri meus olhos
Alguém a me chamar
Levanta menina!
Recobra o sentidos
E vai lá comemorar!
Meus olhos refletiam
O vermelho brilhante dos fogos
Em cada favela da cidade.
Na madrugada do dia 23 de Abril
A festa de Ogum
O Santo Jorge
O Santo guerreiro
Que tanta força traz
Lutou por sua fé
No mestre maior.
Pensei em Jorge Eduardo
Meu padrinho guerreiro
Meu amigo amado.
Bati três vezes em meu peito
E disse:
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!
Salve Jorge Eduardo Maciel da Silva!

Em silêncio desejei que ele estivesse em paz...


sexta-feira, 27 de março de 2009


Melancolia é andar fora do prumo.

Ressonância mórfica.
Encontre a sua.

Essa meninice toda.
Não como quem finge!
Mas meninice que se propaga no silêncio entre a janela e o olho.
Aquela que surge no canto de um telhado manso.
(Daqueles que tem lua).
Pra dias de fragilidade.

Alimentação viva.




Os germinados crescem mais.
Viram brotos.
Depois a gente come.



Os verdinhos estão crescendo como o quê!
Me sinto serena, numa grande floresta.

Os dias não me cheiram iguais.
Como cores.
De todos os tipos eu tive.
Até aqueles que cheiram magenta.

Outro dia me disseram:
Vai pro sarcófago sua múmia!
Cleópatra me veio à mente então.
Me fui em silêncio.
Altiva.
Uma Cleópatra.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mae.Pai.
Este recado e pra voces.
Amanha, dia 13 de Janeiro havera a minha iniciacao.
Penso em vcs a todo momento.
Nos estamos bem.
Eu vos amo, e vos agradeco por terem me escolhido e acolhido.
Em seu ventre.
Karla.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Despedida.


Quanto mais eu me aproximo da Índia mais eu me aproximo de mim.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Alma no caminho.


Aqui começa a história de uma aprendiz do nada.
Uma aspirante a discípula do nada.
Uma alma no caminho da morte do ego. Que é nada.
Eu acredito em nada.
Porque não acredito em um tudo que não existe.
O que existe vem de todo o universo cósmico seja ele qual for.
Física quântica e seus algarismos matemáticos (se é que quantum precisa de números e poesia para ser decifrado). Quem disse poesia?
A apometria do bem.
NAMASTÊ.
Alma no caminho.

Vida e morte de uma aprendiz.


Numa chuva que faz que cai como essa cujo barulho, som, movimento qualquer que seja. Diáfano.
No andar último como quem se despede de si e nasce de novo. Indizível.
Sozinha, ninguém viu o grande automóvel jorrar sarcástico, vingativo a poça de restos fecais de uma cidade abjeta e confusa, toda inteira (líquido pútrido) em mim. Quem não tem restos fecais pútridos que jogue a primeira merda. Ninguém me viu molhada, escurrassada por um homem cansado demais das minhas ladainhas mortais de excesso de amar.
Nenhuma alma viva nessa cidade transbordando de gente muda e vesga me viu chorar pela mesma liberdade de sempre. Outra.
Ninguém enxergou a minha morte.
Olho algum presenciou no choro de Oxum o meu renascimento frio e sincero, o grito e o prazer de ser jogada de lado. Uma mulher jogada de lado.
Hoje, no choro do céu, meu coração sangrou.
Lá se vai mais uma decepção a dobrar a esquina altiva de si.
O amor verdadeiro paira no ar e teima não pousar por aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cartilha do amor silencioso.




Nesse amor silencio o universo em mim, materializo novos nomes e reinvento toda a história no espaço.
Esse amor tão quieto, tão grande, dia após dia conectada com uma alma que me trouxe todas as possibilidades de hoje...