quarta-feira, 28 de novembro de 2007

História.
















Eu tenho uma história pra contar.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Poema duplo- Chinelinho.


Caramujo tem água no sorriso.
(Os dentes são caramujinhos)
Grito me tolera.
(os ouvidos gritam por dentro)
Dedo tamanho da dor.
(Dor boa foi feita pra gente cutucar)
No olho posou a mariposa.
(Pólen de bicho cega, de flor não)
Roda pião que a saia canta.
(Roda saia que o pião cala)
Azul tem cheiro de algodão doce.
(Rosa também)
Não acredito em nada disso.
(Crencice essas coisas).


Por K. Tenório e T. Tenório.

Silêncio.


O silêncio vem da pedra.
Vem do oculto que toca o sutil.
Vem de trem o silêncio
O olhar pela janela
É de Clarinha a voltar pra casa.
É o burburinho interno do artista
Depois do grilo
Depois do grito
Cigarro na mão
Pensar quero não.
Vem do cheiro de café matinal
Passou a briga.
Transe.
Água de batatas.
O silêncio me dá bom dia.

Pra depois que acabar.

Modesta nasce a flor.
Serena chora a dor
Carente pede amor
Retoma a cor
Floresce o olor (azul royal da nova borboleta)
A terra vira carne
O céu preenche todo o resto
E o silêncio se faz na água
Eis que surge o novo mundo!
O que está por vir ainda ei de desejar.

Abandono.


Dobro a esquina
Faltou as batatas
Será que volto?
Todos os dias a mesma coisa.
Batatas.
Volto?
Faltam só duas máquinas (e o branco manchado)
Não volto.
Hoje não.
Talvez um dia.
Tô pensando em parar de fumar.

Olha ela.

Céu girando
Saia rodando
Menina flor chegando...

É com loucura que confesso: Há uma Zuleika em mim.











É com penar que ressalto: Tá chegando no fim.

A menina da terra.


A menina
Tem os cabelos desgrenhados
Pisa descalça no barro seco
Pula carniça
Faz careta pros vagabundos
Rouba gabiroba do pé do vizinho
Senta à noite na calçada e ouve
O cinema de longe.
Pai não deixa.
Mas a menina sonha.
Insone
Com a cidade grande
Quer ser artista
Chora sem saber.
Tem os olhos abertos
De bicho
Arredio
Dentes que trituram
Fincados na boca.
A menina enxerga o que não se vê.
Gosta das freiras
Desconfia das pessoas
Acredita no amor.
A menina tem o dom
Sabe o que é sutil
Olha pra aquela terra parada
Aquela gente fechada
Aquele mundo pequeno
Não entende tudo o que vê
Não está ali.
A menina vê o mundo
Todo.
Sabe que seu futuro não é ali.

(Pra mamãe Edla, que é tudo isso)

coragem.



Vai ter um dia que eu vou resolver fazer tudo isso.

Gula.

Eu não tenho a menor condição de sobreviver sem paleativos.
Me foi tirado todos os tipos.
Começa hoje.
E já estou a beira de um ataque nordestino de nervos!
Até semana que vem que se fodam todos os paleativos.
Tô num humor invejável.
Já sinto o bruxismo à minha espreita....

Inté Hilka.


"Não mas.."
Ô moça que tem o rebolado
Que neguinho corta um dobrado
Só pra te ver passar.
Não pense que não tem gente
Que não enfrente
Que até mente
E fica na linha de frente
Só pra te ver passar (com esse balanço)
Balança essa alma
Não faz a calma!
Pega a tua raça
E vai voar
Vai.
Mulher morena que tem o sorriso
Que tinha quando criança
Pega essa moleca
Esquece do teu medo
Não tem segredo
Mas faz te lembrar:
Da lágrima que caiu
Da criança que chamou de "UILKA"
Da vermelha com o maior olhar
Dos marmanjos a desejar-te com fervor
Da chuva que não parava de cair
Do quentinho
Riso frouxo
Noite adentro
Das horas que.
De mim a chorar no teu ombro
De mim a apoiar-te no meu ombro.
Por isso vai mulé...
Mas já vai sabendo que fica
Fica até não ter mais dia pra acabar.
Fica
Fica aqui.
Saudade
Adeus.
TIIIINTAAA!!!


Mais vale um orgulho voando do que dois na mão.

Férias.

Jumento
Jerimum
Jeremias
Jataí
Jibóia
Jegue
Jagunço
Jabuticaba
Jaz
Jangada
Jipe
Joazeiro
Já vem a veia
Já tô chegando lá pra cima!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dia de carrapato estrela.

Foi cheirando.
Foi tampando.
Ele sorriu
Se abriu
Mentiu
E disse assim:
Desculpa menina
Desprotegeu
O pau comeu.
Eita Quilombo safadinho esse!



A descobrir.








Quem é ela?
Quem é?
Tô tão precisada de uma indentidade.
E mais:
Meias.
Calcinhas maiores.
Pharmaton.
Um cadinho de mais energia.
Daquela sensação de verão.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

EDLA.


A mulher descobre o amor.

É fortaleza
É voz que repete
Luz que transcende
Exagero que transforma
Palavra que acalma
Vida a ser seguida
Jovem
Linda jovem
Cospe fogo
Treme a terra
Sofre vermelha
Olho d'água
Descobre
Me cobre
Com tanta ternura
Né mole não!
Cuidado com o facão
Ela tem o pé no chão
Medo nenhum no coração
É mãe ela
Mãe minha
Mãe de cá
Mãe de lá
É-di-lá.
EDLA.


Vocês.

Conversa fiada
Epera soneca
Trabalho pesado
Dim-dim suado
Gota que divide
Lágrima que insiste
Gargalhada ecoa
Pensamento voa
Tempo de mais
Injustiça compartilhada
Grito derruba
Loucura cega
Amor que nasce
Cada
Vento
Cabe
Sombra
De tanto
E todas as coisas num único instante
Um momento preso na eternidade
Uma foto que nunca foi tirada
E esse lugar que me nega
Me rejeite
Flor cresce ainda onde nuca se espera
Da terra.
Vou olhar pra cima.
Tem o céu.
E todas as outras coisas.
Principalmente vocês.

Me espera...


Você quer um motivo?

Sutileza ( de um elefante)
Gentileza (de um lutador de sumô)
Beleza (de uma verdadeira careta)
Já são três
Pra mais de mês
E eu vou continuar.
Comigo você vai ter o mundo
Vai entender profundo
O suspiro do teu penar
Vou te dar a oportunidade
De ler nas entrelinhas
Você vai ser a entrelinha
Vai conhecer os olhares
Vai receber mais milagres
Do que jamais imaginou receber.
Vai ter todas as mulheres
Que quiseres (Suas)
Sem nem precisar enjoar
Mas me espere
Não se desespere
Não desista.
Invista
Seguindo à risca
O que um dia o amigo te pronunciou.
Não esquece das palavras
"Te firma nas braçadas:
Há de ser lutador
Devorador
Estivador
Para chegar até a dor
(de sua amada)
E num gesto rápido
Vê-la arrancada
Sentir o hálito (da danada)
E como guerreiro que és
Gargalhar da escarniada
E por fim chegar em sua amada!"
Me espera meu guerreiro
Estou embriagada
Descendo as escadas
Dessa torre maldita
E não vejo a hora de me entregar alma lavada pra você
Que sempre foi o meu amor....

domingo, 11 de novembro de 2007

Adeus...


Então eu sinto:
Bate uma saudade
Uma grotesca vontade
De esquecer da liberdade
E pensar
Em talvez ficar
Por aqui.
Uma vontade tão louca
Que até fico rouca.
Necessidade mesmo de pegar todos eles
Como se não tivesse depois
Juntar um feijãozinho com arroz
(Porque sem passar necessidade não tem graça)
Correr pra lá.
Pro Guarujá
Pra nunca mais me separar.
Vai ter chuva
Vai ter vinho e fumaça
Lá tem cachaça
Até não acabar mais.
E quando a madrugada chegar
Não tiver mais o que falar
O prazo vai esgotar
Eu vou filmar cada olhar.
Vou chorar
Me esgotar
E depois eu vou dizer adeus
Até o dia de quem sabe?
Quem sabe?
Quem?
Eita saudade que me deixa capenga sô!!!

Verão

O vento voltou a soprar morno.
Já começo a sentir saudade do que ainda não vivi.
O verão faz assim comigo.
Está por vir
Nossas tão merecidas férias!

Ai que nostalgia!

Segue o fluxo parte II.

Você acha que ia vir quem ?
O bozo?
O bozo chegou para abalar!
Desejando:
Rindo à toa.
Embriagado:
Liquirizia!
Relembrou:
Parecia uma galinha ciscando. Uma vez uma galinha ciscou na minha cabeça uma vez.
Desesperado:
Um momento por favor!
Voziferou:
Fogo! Fogo!
É feito por seis folhas selecionadas
Fumaça
Demora a queimar
Com gestos
Indefeso
Honesto
Vertical
Quando suja
Chupa
O gosto
Vermelho
No espelho.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

todas suas...


Gueixa-mucamba
Puta-estranha
Santa-escondida
Gótica-fodida
Hippie-vegetal
Mulher-animal
Artista-anarquista
Preta-encarnada
Baixinha-abusada
Perua-malhada
Empresaria-inventada
Mãe-dedicada
Coroa-sarada
Dona de casa-desesperada
Companheira-aventureira
Senhora-que namora
Velhinha-cheirosinha
Desencarnada-Apaixonada
Criança-Apaixonada
Menina-menino
Menino.
Menino.
Menino....

Agora que somos nós.


Me faz lembrar
De mim
Isso que você fala
Que me exala
Me mastiga
E me faz querer lembrar (de mim)
Daquele tempo urgente
Tão caliente
O sentimento latente
Escondido
De mim.
Me relembra daquela gargalhada
Que eu dava
Forte
O ritmo
Dormidos no sofá apertado
Horas de espera
E sonecas
De deslizes-nuances
Incômodo-leveza
Culpa-leveza
Me relembra que eu não fazia idéia
Onde tudo isso ia parar
Que meu coração doente
Buscava a cura.
Tua cura.
Me cura.
Me leva.
Me lembra.
Quero dormir ao som da sua voz contando nossa linda história de amor!

Segue o fluxo.


Do que posso dizer que porra! Tudo é uma coisa só- que tudo o que se ouve nem sempre foi falado- que todos os sons não completam todos os toques- que o que é sensorial nem sempre se esvai das narinas.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Mineirinha.

Fica calminha.
Mineirinha.
Suspira na tua alma
E faz do teu dia
Uma simples melodia
Que invade delicada
Calada
Sem nem precisar chorar.
Entende que tudo mudou
Na janela agora tem dois.
No quentinho agora tudo fica pra depois.
E os cabelos com uma única florzinha,
Te faz Noiva-
Apartada de um mundo só.
Agora que a alma é livre,
O corpo corre em direção
À construção,
Por isso pega o seu bastão
E se torna um leão!
Pois com aquele rapagão
Poderás descobrir o mundo em vão
Nada mais importa
O mundo que se exploda

Pois nele só existe você e aquele moço que te chama diariamente de meu bem...

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

revelação.


Uma vez uma preta me disse que eu era Iansã de frente.

Avançado.

Eita que tá chegando
No fim
De mim
E de toda essa aventura.
Já vou guardando meus troços,
Tirando fotos
Sorrindo nos olhos
E orvalhando.
A nostalgia vem chegando gentil
Até o dia de abrupta
Soprar o adeus final.
Tchau.
E guardo tudo isso pra nunca mais esquecer.
Vou-me.
Eu e meu companheiro.

De manhã o tempo passa com uma velocidade que não consigo controlar.

para o modelo...


eu sei
que nada sei
que serei
um rei.
um dia
te direi
que em silencio
Como te amei!