terça-feira, 8 de janeiro de 2008
De longe.
Fim de tarde
O descanço
Coqueiro tem sombra
Bucho cheio
Meio sorriso no rosto
Briza doce
Fresca
Pés pra fora da rede
Cheiro verde
Nostálgico de capim cortado
Vai se indo o dia
O pensamento fica longe
Numa desordem contagiante
Pra arrematar
Não podia deixar de faltar
O barulho do mar( a me ninar_
E a delicada lembrança de voltar
Pro mar.
Meu novo lar.
O descanço
Coqueiro tem sombra
Bucho cheio
Meio sorriso no rosto
Briza doce
Fresca
Pés pra fora da rede
Cheiro verde
Nostálgico de capim cortado
Vai se indo o dia
O pensamento fica longe
Numa desordem contagiante
Pra arrematar
Não podia deixar de faltar
O barulho do mar( a me ninar_
E a delicada lembrança de voltar
Pro mar.
Meu novo lar.
Menina Flor.
Sem exageros.
Febre
Eu tenho febre
De todas as coisas que me são assim
Inatingíveis
Tenho horror das coisas poucas em mim
Da minha falta de excesso
Intolerável.
Quero eu sozinha virar o mundo
Gastar a gastura do meu ventre
Ventre esse Cheio de expectativa
Quero morrer hoje
Na mais exagerada paz.
Eu tenho febre
De todas as coisas que me são assim
Inatingíveis
Tenho horror das coisas poucas em mim
Da minha falta de excesso
Intolerável.
Quero eu sozinha virar o mundo
Gastar a gastura do meu ventre
Ventre esse Cheio de expectativa
Quero morrer hoje
Na mais exagerada paz.
(Lá no sertão agreste no Nordeste.)
Na estrada.
Parafuso a menos.
O último suspiro.
Cá com os meus botões.
Bromélias ou admiração.
Encontro e despedida.
41km de terra batida
Tartaruga
Mar tem
Navio
Naufrágio
Nele tem passado
Lá no cemitério
Foi grande o mistério
Meu avô sumiu
Era Manoel Tenório Cavalcanti
Eita resenha da gota
Eu disse que era
Do sabão de côco
Da esponja velha
Surgiu Seu Né
24-11-1966
Cabra macho
Benevolente
Forte que só a pea!
Foi num dia assim
Bonito que só a poxa
Coruripe
Conheci meu vô
Meu nome
Esse mesmo que me faz grande dentro de mim
Que me tem a coragem
“Oxe deixe de brabeza mulé”
Lá me despedi de vovô Tenório
Em cima do sepulcro de mármore
O sol se ia ligeiro
Foi quando gritei]
Os pulmões ardendo em febre
O coração extravasa
Com a força dos meus antepassados:
“Viva Manoel Tenório Cavalcanti!
Eu sou Karla Tenório Cavalcanti!”
Fechei o dia com chave de ouro ao lado do meu companheiro de jornada sentindo a felicidade de ser quem eu sou.
Uma TENÓRIO.
Tartaruga
Mar tem
Navio
Naufrágio
Nele tem passado
Lá no cemitério
Foi grande o mistério
Meu avô sumiu
Era Manoel Tenório Cavalcanti
Eita resenha da gota
Eu disse que era
Do sabão de côco
Da esponja velha
Surgiu Seu Né
24-11-1966
Cabra macho
Benevolente
Forte que só a pea!
Foi num dia assim
Bonito que só a poxa
Coruripe
Conheci meu vô
Meu nome
Esse mesmo que me faz grande dentro de mim
Que me tem a coragem
“Oxe deixe de brabeza mulé”
Lá me despedi de vovô Tenório
Em cima do sepulcro de mármore
O sol se ia ligeiro
Foi quando gritei]
Os pulmões ardendo em febre
O coração extravasa
Com a força dos meus antepassados:
“Viva Manoel Tenório Cavalcanti!
Eu sou Karla Tenório Cavalcanti!”
Fechei o dia com chave de ouro ao lado do meu companheiro de jornada sentindo a felicidade de ser quem eu sou.
Uma TENÓRIO.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Começou.
Partida.
23 de dezembro.2007
Deixo-me cair
Lentamente que é pra não gostar
Tardia
Partida
Cheia de nuances
Molenga
Queda que passa do chão
Pra chegar no infinito
Caio-me em dores extintas
Incorruptíveis
Percorro o longo caminho
Me desapego
Pra desesperar-me
Nego-me
E negando eu vou encontrando o que de mais puro e estranho existe em mim.
Deixo-me cair
Lentamente que é pra não gostar
Tardia
Partida
Cheia de nuances
Molenga
Queda que passa do chão
Pra chegar no infinito
Caio-me em dores extintas
Incorruptíveis
Percorro o longo caminho
Me desapego
Pra desesperar-me
Nego-me
E negando eu vou encontrando o que de mais puro e estranho existe em mim.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Procura-se.
Moça que saiba de um tudo
Lavar
Passar
Encantar
Cozinhar
Celebrar
Moça de olhar puro e mente lúdica
Não disse Pudica
Quero moça de fino trato
Sobrenome diferente
Moça que chora pros dias de cinema
Uma moça bonita
Diferente
Que saiba responder e calar
Mas não procuro moça qualquer
Quero uma única
Que entenda tudo de mim
Que decifre o meu olhar
Turvo.
Essa moça eu vou escolher
E não vai adiantar negar
Pra sempre essa moça louca vai ficar
E quando saudade bater,
(Me acalmo)
Terei sempre esse sigelo poema
Pra todos os dias tornar a ler.
Despedida de adeus.
No que diz respeito a despedidas, eu sou estritamente profissisonal.
Não sofro.
Não choro.
Não lembro.
Tenho nordestinos no meu antepassado que levaram facadas de peixeira e continuaram lutando.
Comigo é assim.
"Escreveu não leu o pau comeu!"
Pode ir embora
Já vai tarde
O que passou é passado
Se fosse presente tava eu agora a desfrutar
Das conversas
Do tomorrow
Dos olhares
Do sorriso
Da energia sutil que havia entre nós.
Mas como eu sou "mulher macho sim senhor"
Nem sequer lembro de dia nenhum
E sigo com minha vida
Como se nada tivesse acontecido.
Poeminha.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Nós três.

Os três pombinhos
Juntinhos
Numa só sintonia
Estranhamento não dirira
Cumplicidade diria.
De outros tempos
Risada ingênua
Corpo outro
Era tempo de muito mais solidão
Dias e dias a cantar
Na batucada da terra
Era madrugada
Fogueira encantada
A chuva dos antepassados
E nós...
A corremos livres por aí.
Nós três
Mais uma vez
Mais cedo desta vez
A encontrar um no outro
O verdadeiro sentido da palavra
LIBERDADE.
(Será que rima com amizade?)
Pessoa.
Tem pessoa que nasce
Nasce mesmo
Pra já sair transformando
Gritando(em silêncio)
Doando.
Tem pessoa que faz treva virar luz
Que acha o que se perdeu
E entende o que não foi dito.
Entende até do infinito.
Pessoa de corpo forte
Que faz do olhar o último segundo
Que ama intensamente
Com braços largos de maior tamanho do mundo
Lúdico.
Transcedental.
Pra essa pessoa meu maior amor.
Aquele escondido em mim
Que brota em únicos momentos
Quando passo a ser eu.
Pra essa pessoa
O mais simples sentimento
A mais pura vida
De todo o meu coração
Estarei contigo.
Nasce mesmo
Pra já sair transformando
Gritando(em silêncio)
Doando.
Tem pessoa que faz treva virar luz
Que acha o que se perdeu
E entende o que não foi dito.
Entende até do infinito.
Pessoa de corpo forte
Que faz do olhar o último segundo
Que ama intensamente
Com braços largos de maior tamanho do mundo
Lúdico.
Transcedental.
Pra essa pessoa meu maior amor.
Aquele escondido em mim
Que brota em únicos momentos
Quando passo a ser eu.
Pra essa pessoa
O mais simples sentimento
A mais pura vida
De todo o meu coração
Estarei contigo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Medo.

Medo.
Medo de quê?
Me fala, de quê?
A troco de quê o medo existe e vez em quando toma essa gente
Tão sem frente
Que vive catando trocados
Humildes nos seus churrascos de domingo e fofocas de portão?
Minha mãe tava dizendo:
"Coragem minha filha!
Se você vive conforme o bem
Não há o que temer."
Caralho.Mas cadê a coragem quando a gente precisa dessa filha-da-puta?
Viadinha.
Medo de quê?
Me fala, de quê?
A troco de quê o medo existe e vez em quando toma essa gente
Tão sem frente
Que vive catando trocados
Humildes nos seus churrascos de domingo e fofocas de portão?
Minha mãe tava dizendo:
"Coragem minha filha!
Se você vive conforme o bem
Não há o que temer."
Caralho.Mas cadê a coragem quando a gente precisa dessa filha-da-puta?
Viadinha.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Colinho mamã...
Utopia pós-moderna.
Escadaria.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Maria.
Tristeza mesmo.
Não do tipo que diz:
"Sargitário-Botafogo."
Isso não é tristeza que se preste!
Eu sou mais do tipo Capricórnio-Flamenguista.
Do tipo que gosta dos olhares cabisbaixos e namoros proibidos no escuro do corredor.
Tristeza da alma que mulher traduz com sutil amplitude.
Das que passam nas ruas são as estudantes de informática e pseudo-noviças.
Das que querem subir na vida e achar um homem bom.
Tristeza ambígua-prazerosa.
Eu gosto de gente triste que morre um pouquinho a cada dia e se apaixonam a cada burburinho de adeus.
E o Adeus?
Tem coisa mais linda e mais triste do que o adeus?O cigarro já no fim , as caixas empacotadas e o último sorriso bobo de cumplicidade.
Tentativa de morte:
"No que me deixou, te espero ir embora e acabo com isso de uma vez."
Solidão.
O café em silêncio, nas ruas o silêncio, em casa à noite o vinho e Dolores Duran em silêncio.
Eu gosto mesmo da tristeza.
E de todos aqueles que deixam a dura realidade adentrar suas almas e ainda sim continuam a lutar pela felicidade.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Trilogia do amor.

Ele tá chegando
*Chego a cometer alguma loucura?
Passou e fez da palma da mão um refúfio.
*Quem é?
No peito um arfar mais longo.
*Sou louca. Sou louca sim!
O movimento ralenta
*Foda-se Dostoiewiski!
Da nuca exala um único perfume
*É claro que eu não tô apaixonada!
Num gesto de ternura e grossura ele.
*Penso na morte o tempo todo.
Dou uma de superior.
*Superior é a porra!
Ele me diz em camera lenta: Tchau.
*E eu digo: Tchau.
Um olhar demorado (aquele menino lindo!)
*Lindo de morrer!
Não esquece de mim tá?
*Tá.
E foi-se embora.
* Será que eu acabei de perder o amor de toda a minha vida?
Te farei minha.
Não adianta negar
Que um dia você vai me amar
Vai até se regogizar
Com o prazer inexorável
De me ter em seus braços.
Vai minha burguesinha linda
Encanta-te
Pra depois desencantar
Vai viver essa vida triste
Vai entender que tudo o que existe
É que tem que acontecer
Pra te fazer voltar.
Por isso princesa amada
Me espere
Vai ter a primavera
E todos os sois depois.
Não te esqueço
Eu mereço
Eu te espero
Te quero.
Pra quando eu não for mais menino.
Pra quando não tu não fores mais burguesa.
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