sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Menina flor diz...


Oi tio.
Eu quero docinho
Pra aumentar o carinho
E sentir o gostinho
De quando pula carneirinho e não tem tempo de acabar.
Quero brincar de pedrinha miudinha
E correr até TIBUM no chão!
E no finzinho do dia
Quero pegar no azul do céu
E sentir sorrindo o mundo inteiro Tio.
Quero sentir o cheirinho do alecrim dourado
Que tem gargalhada
Pra quando piada
Na beira da estrada
E o moço passa dizendo que é noite
Tá na hora de ir Tio.
Mas ouve o ventinho
E sente o meu carinho
Porque hoje é dia de brincar Tio
E cantar a alegria de ser criança!
(Dedico a todas as crianças do mundo inteiro , particularmente aos orfãos. À Menina Flor, minha menina querida. E ao menino Da Flor que me faz criança eterna).

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Valentino meu.


Foi na França.
Eu me lembro.
A vela jorrava ternura
Ele pegou em minha mão e disse:
Me espera meu lindo passarinho
Me espera sorrindo
Que nos encontramos de novo numa outra
Onde não diremos nada
Olhar-te-ei bem no fundo de sua alma
Haverá apenas um singelo encontro de mãos
Num único toque
E iremos juntos
Rumo ao infinito.

Iniciação.

É chegada a hora.
Disse mãezinha:
Prepara-te
Que esse negócio de cair
Né pouco não.
Queima o teu pulmão de ar
Estufa o peito
E lembra do sol
Que é pra lá que cê vai
Quando tudo tiver certo.
Te prepara minha filhinha
Que esse trabalho
Né pra fraco não
Disse mãezinha.
E deixei-me orvalhar pelas lágrima que lavaram o meu coração.

quanto amor...

Aperta
Esmaga
Sacode
Que é pro amor entrar.

Foi num dia...

E ela pede: Salva a minha vida.
Ele responde: Salvo a minha vida.
Vida minha.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

comentario de alguém.


"hoje eu vim te visitar...

atrasada como sempre,molhada de chuva que sou,correndo atrás do vento, tempo vem e me leva os minutos preciosos de ficar, de silenciar, de não fazer nada.de agradecer sua presença no meio da minha dor sozinha.
naquele dia tava gelado no estúdio sem ar condiconado.
naquele ontem demorado que me sufocava de dor, me engasgava de amor, me sucumbia à solidão.parece que recusei a sua mão, eu sei.mas só parece, viu?porque quando o pavio queimou, a cera já desenhava no prato, tua mão acarinhando meu coração.
eu não tô sabendo dançar tão devagar pra me acompanhar...tem sido assim.
dias de tristeza solitária pra mim.
mesmo acompanhada da mão forte desse homem especial.
mesmo observada pela mão pequenina do teu corpo.
eu sou humana e parei um pouco de mostrar o que sempre esteve exposto.
meu rosto molhou, mas as lágrimas eram só minha.
você estava lá no gelado estúdio 7...
você sempre esteve aqui comigo, antes do meu coração pedir pra descer.
e mesmo em silêncio, mais uma vez te agradeço...
mãos pequeninas são gigantes quando vem a dor sozinha."

Resposta.

Não me engasga não Mulé....
Faz isso não que tô igual vara de bambu novo....
Minha força continua e agora parece que vai crescer mais...
Mas inda tô meio na rebordosa...
Te "deixei" porque tinha que ser...
Não me senti deixada...
Entendi.
Apego existe vez em quando. Mas passa.Vontade de ficar perto vez em quando.
Não cobro...
Não quero que te cobre...
Nem me cobre...
Meu amor já nasceu...e amor, Deus sabe...depois que nasce...morre não.
Morre não mulé...
Às vezes precisa de tempo pra tudo ficar molinho...
Gostosinho dentro da gente.
Tô por aqui pelas redondezas...
Penso em você...é inerente.
Quero que esteja bem.
Se precisar da mão pequenina...

domingo, 30 de setembro de 2007

Diáfano.

Tem dia que parece noite.
Eu sou uma fratura exposta.
Ferida aberta.
Quente.
Sangrando
Ardendo
Gemendo.
Aiuto Mama!
Tá tudo desencontrado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

VIDE BULA


Tem um quê de maracujá neste medicamento.
Aromatizado.
"Esquenta não."_ graceja o doutor.
De vez em quando pode.
E pode mesmo?
Penso eu cá com os meus botões...

Vida pura Puta vida.

Eu queria falar sobre as pessoas que escrevem putarias no banheiro.
Quem são essas pessoas?
Parei num banheiro público em Aparecida e fiz a Agatha Christie- comecei a espionar todos os perfis. Elementar meu caro Watson! que essas mulheres são da vida, desavergonhadas, piranhudas mesmo sem um pingo de moral e decência que saem dando pra qualquer um na esquina!
Perdidas!
Mulheres que sujam a santidade feminna que esxistem dentro delas, fazendo passar vergonha a mãe que tem que assumir ser do mesmo sexo.
Eu ojerizo essa gente que escreve essas imundices nas portas dos banheiros- "pau no meu cuzinho! Tô gozando com a sua porra." Tenho até pudor só de escrever. Sou uma moça direita e com princípios.
Por fim , cansei de espionar essa escória. Pra quê vou perder tempo com essa gente?
Quando eu sai entrou Clarinha dos olhos azuis, pele macia que transpirava pureza.
Uma pureza indubitável.
Pura mesmo.
Coitadinha de Clarinha.
Tão nova.
Tão pura.
Pura demais a Clarinha.
Pura.
Pura.
Pura.
Puta.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Paris.

Tudo resolvido.
Por hoje é só.
Pelo menos por hoje eu posso só pensar no céu claro e na luz mansa sobre o Siena que cega meus olhos , e me traz os tempos de outrora.
Posso pensar em voltar.
A você, minha alma linda, todo o meu amor e nunca a desistência.
Me espera rapaz, que tô voltando, o coração alado, tô voltando pra mudar a tua vida e fazer a nossa história.
Tô chegando pra te dizer que nunca estive sem você.
E que daqui a algumas horas estaremos juntos pra nunca mais separar. pra dizer-te que tudo isso é uma loucura, que vou virar você de cabeça pra baixo, vou te deixar a ferida exposta, os defeitos à mostra e você vai negar.
Mas não tenhas medo amado, quero apenas te mostrar que esse mundo é nosso, até o fim.
Vem comigo vem.....

terça-feira, 25 de setembro de 2007


Hoje eu saboreei o amargo do ódio.

Não existe lei. Não existe justiça.

Existe o sorriso diabólico de um policial federal e o prazer de fazer esperar , degustando e destilando o veneno do pequeno poder.

O de bigodinho escroto sempre trazendo à tona: "Tem alguém aí com a senha menor do que 337?"

Sorria ele trevosamente.

Não existem regras.

Te vira malandro.

Tenta a sorte.

E dá um jeitinho

De resolver burocracia

Com maestria

Fazendo poesia.

Me lembro do moço tarrafiando.
Na beira do rio da estrada.
Enquanto eu chorava todo o meu pranto
Lamentava a dor do desencanto
Exausta.
Foi no dia em que o ano desabrochava a sua primeira primavera.

sábado, 22 de setembro de 2007

Bichinho.



Hoje eu queria ser passarinho.

Esconder toda essa dor

Essa falta de amor

E essa vontade de carinho.

Desafogar

Deixar jorrar

Toda essa água que me forma (e me é sol)

Hoje eu quero desabafar

Desabá-far

Deixar entardecer uma lágrima em mim.

Eu quero colo pra crescer mamãe.

Quero colo pros dias de solidão

Embaixo da cama e chocalho na mão

Rezando baixinho no meu cantinho

Que quando eu crescer eu quero paz mamãe

Eu quero muito mais

Eu quero ser passarinho

Cantarolando a mais linda e suave melodia de viver.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Palhaçada.

Tenho. Tenho cara de palhaça sim.
Nariz vermelho, tinta escorrendo, vestida de trapo, eu sou uma palhaça. Batendo palminhas, dando cambalhota lá vou eu cambaleando pelas ruas, tropeçando nos meus próprios pés, batendo em toda a gente que passa, com um ar de bêbada ingênua querendo falar de arte.
Eu não falo de arte.
Eu não falo de nada.
Eu cogito coisinhas.
Eu me levanto da cadeira, cheia de opinião e frases feitas (mesmo que por mim, mas feitas), falo alto e gesticulo por justiça querendo passar para o povo os verdadeiros valores.
Que povo?
Me falta ditadura.
Me falta postura.
Me falta realidade e gentileza.
Eu preciso de um banco de praça numa noite enluarada e uma boa amaciada nessa personalidade que pelo amor de Deus! Tem um certo exagero.
Às vezes parece que não tem nada pra fazer neste mundo...sei lá.





Quem, em determinada época, já não quis ser ou foder a Jessica Rabit?






quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tudo mudou em mim.


Acho que tive um colapso.
Desde então tudo mudou em mim.
Perdi 10.080 músicas do meu Ipod. Com um simples clic do mouse fiz desaparecer um ano de trabalho árduo, pesquisas avançadas no e-mule e kazaa (que me renderam alguns trojan horse).
Músicas diferentes, que me eram companheiras em dias de esteira, as que me faziam chorar, criar, trepar, músicas maravilhosas que eu nunca tinha escutado e que eu pus por engano. Tudo mudou em mim.
Agora sou uma louca-obssessiva- em busca das minhas 10.080 músicas; nas reuniõeszinhas eu me vejo catando cds emprestados, me vejo inclusive(loucura) comprando cds originais para passar para o meu bendito Ipod.
Por isso hoje eu comprei uma vitrola Philips.
Senti saudade e vontade das 11 faixas do meu LP do Nat King Cole espanhol. Músicas que me faziam dormir em tempos de vovô depois de banquete de domingo. Me lembro pequena degustando o tropicar da agulha no vinil, a sensação de nostalgia e mastigar cada música e ter a máxima calma ao trocar para o lado B, deixando amanhecer um sorriso em mim.
Hoje eu decidi largar essa corrida frenética por mais, sempre mais.
Mais músicas, mais dinheiro , mais amor, mais poder, mais,mais,mais!
Hoje eu cheguei em casa no fim do dia, sozinha e cansada, me banhei.
Tudo tinha mudado em mim.

Adormeci ao tropicar do som, de "catito", na voz mais doce de Nat King Cole.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Galã à moda antiga.


Mas eu não tô falando de afetações, de festas de 15 anos, uísque de péssima qualidade e senso de humor barato.
Eu vejo à frente meu bem.
Eu não falo de amadorismo, atraso, de "qualé gatinha, entra logo aí no meu carro de passeio importado.."
Eu tô falando de uma Troller minha filha.
Eu nem cito sucesso instantâneo, sorriso amarelo e sangue nenhum nas veias.
Gentileza inventada .
Opinião decorada.
Foto retocada .
Mentira de revista .
Gargalhada forçada e brilho nenhum nos olhos.
Eu falo de epontaneidade e de mudar o mundo meu querido.

Eu tô falando de paixão, de entender tudo o que está acontecendo- de Pinot Noir e Chet Backer seguido de um longo beijo com gosto de sedução, mãos nos lugares certos, sem pressa , sem pressa nenhuma...
Eu falo por fim em postura, em charme, em loucura , eu quero o humor ácido, a gargalhada alta e a personalidade de meu futuro galã à moda antiga.

Guapiaçu.

Guapiaçu tem um quê de aipim com fim de tarde
Guapiaçu tem um quê de descanço, conversinhas e chamego
Guapiaçu tem um quê de preguicite aguda
Guapiaçu dá água na barriga.

(E assim começa a sequência).
Eu vi um saci pererê na estrada
Era um opala 82 vermelho
Pulava o coitado!


acordando...


Ouvi um barulhinho
Deve ser o passarinho
Cantarolando a primeira melodia da manhã.

A Branquinha precisa de água.

É mais forte do que nós.
É quase que uma obrigação.
A branquinha precisa de água.
E de barro
E de chão
E de tudo o que a gente tiver que viver com a nossa branquinha.
Chegou o padeiro atrasado.Cadê a broa meu filho?

de manhã.

Galo cantando
Gente acordando
Criança já brincando
Vento chacoalhando
Padeiro passando
Rio correndo
Café cheirando
Cachorro pedindo
Mas que raio de galo desafinado!
Sentada na beira do rio
Flor no cabelo
Já não sinto mais o vazio
O vazio que me trouxe até aqui.
Tento perceber como antes.
Agora não dá.
O rio me tomou por completo.

Eu nunca mais olhei pro céu.
E vi o céu.
Por isso adentrei naquelas águas, senti a força das pedras com meus pés e mãos , deixei-me lavar a alma e por último olhei pro céu. Achei bonito.
Torci para que a paz viesse logo.
Que disparate
Dessa biscate
Essazinha aí que parece que late
Mas não tem nada a dizer.

Vai procurá suas nêga
Que num tô com paciênça
Tu num mi istressa
Que eu tô quase colocando as mão nas cadêra e indo aí te puxá pelos cabelo!

domingo, 9 de setembro de 2007

Eu prefiro havaiana do que eu raider. Raider me lembra
palmada na bunda em dias de molecagem.
(Daquelas que tinham bolinhas para massagear os pés de papai.)

jabuticaba


Caiu uma jabuticaba do meu papel.
Prefiro quando cai da árvore.
Fica mais crível.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

comentário.


"É filha nova minha
é filha LOUCA E SANTA
é pé que cavuca o chão
é grito que rasga o horizonte
é flor que adocica o olhar
é sim, filha nova minha."
31 de Agosto de 2007 22:06
(Mammy Dê)